Em Genebra, a Confederação Sindical Internacional (CSI) apresentou seu Índice Global de Direitos 2025, que alerta para um forte retrocesso nas liberdades sindicais e civis na Argentina. O país obteve a classificação “4” (violações sistemáticas), o pior nível das Américas, após uma deterioração considerável desde a chegada de Milei, em dezembro de 2023. O relatório destaca medidas como a ampliação do período de experiência profissional, a eliminação de sanções contra empregadores que não registram trabalhadores e reformas que facilitam demissões sem indenização real, derivadas do Decreto 70/2023 e da Lei Ônibus, promulgadas sem consulta sindical.
Além disso, o relatório aponta para uma clara criminalização do protesto: a implementação do “Protocolo Antipiquete” e uma nova lei de serviços essenciais restringem o direito à greve, proibindo paralisações em setores fundamentais e punindo com severidade os organizadores. Durante os protestos de 2024, mais de 1.155 pessoas ficaram feridas e pelo menos 73 foram processadas, com penas de até seis anos de prisão para os grevistas. Esses dados confirmam o relatório da CSI sobre um ataque sistemático aos direitos trabalhistas e sindicais sob o governo Milei.
Mais informações aqui.